Desde a última
quarta-feira (26/7) quando foi divulgado o acidente que ocorreu no Parque
Mutirama, os veículos jornalísticos não param de falar sobre o assunto, e pior
ainda, repetem a todo momento as imagens do referido caso. Creio que a atitude
sensacionalista de determinados veículos, a maioria, causam um impacto muito
grande na vida das crianças, adultos, idosos que presenciaram a cena, ou foram
vítimas do acidente.
Mas minha
intenção, com este post, não é ser sensacionalista e muito menos achar
culpados para tal tragédia. Nem por isto sou indiferente ao sofrimento de quem
esteve ali. Sim, os culpados devem ser punidos, e sim, as famílias devem
receber um mínimo de apoio possível.
Venho, por
este meio, levantar um grande questionamento para os jornalistas como um todo.
Estamos realmente prestando um serviço de informação, ou só estamos fazemos
mídia em cima de tantos acidentes, tragédias, casos de violência, mortes? Ao
abrir um veículo de informação, não queremos “espremer dor e sangue” dali,
queremos informações e não ver um relato quase que diário de tantos casos
trágicos.
Ontem (27/7),
ao assistir um determinado programa jornalístico no horário de almoço, fiquei
PERPLEXA!! Por que levar uma criança ao vivo para o jornal e exibir o vídeo
para ela e a mãe relembrarem todo sofrimento? É uma criança, só pelo acidente,
ela já esta traumatizada, e é realmente necessário estender a dor que ela está
sentindo por mais tempo, tudo em nome da AUDIÊNCIA?
Este ser que
ronda a vida de qualquer jornalista, é maior que nosso código de ética? Que os
princípios, aparentemente lindos na teoria, de imparcialidade, neutralidade,
objetividade, veracidade? Enquanto jornalista, sei que a prática não condiz
nenhum pouco com a teoria, mas o mínimo que podemos esperar de um profissional
que lida constantemente com as diferentes realidades sociais é um pouco de
humanidade.
Aproveitando o ensejo, para levantar outras reflexões, estamos realmente
informando ou desinformando a população? O que a Demi e o Neymar serem visto em
um determinado show afeta a nossa vida? Não sou contra um jornalismo descontraído,
muito pelo contrário, é extremamente válido esta estratégia para chegarmos nas
casas de tantas pessoas, mas se vamos realmente inovar, que seja com um mínimo
de critério de noticiabilidade e, por favor, com mais ética profissional e
respeito a vida.
Faltam
vozes de sensatez capazes de atrair as convicções da sociedade
As grandes Revoluções não ocorrem por acaso, nem de um dia para outro. Levam tempo. Passam por diferentes fases. Seus dirigentes às vezes se alternam. Umas fracassam. Outras são bem sucedidas. Estas últimas se prolongam em estado latente. As classes dirigentes não se preocupam em fazer as transformações demandadas pela sociedade. Confiam na força do aparato estatal de segurança e repressão. Com o tempo, o desgaste se agrava e um pequeno incidente deflagra a luta decisiva. O Poder Executivo está impotente, o Congressodisperso, tomado por interesses pessoais e setoriais e o Judiciário começa a dar sinais de partidarismos. Às vezes me pergunto se não será isto que estamos presenciando no Brasil: o caos que precede grandes transformações.
Faltam vozes de sensatez capazes de atrair as convicções da sociedade. Política depende essencialmente da capacidade dos que se acham preparados para mandar e convencer a população de suas ideias e sobretudo de sua capacidade de pô-las em prática. A recente eleição do jovem Emmanuel Macron na França bem revela a sua capacidade de prometer com credibilidade.
Mas não é só no plano interno que estas sementes revolucionárias estão verdejando. Atenuado ou superado o conflito ideológico, o mundo voltou de certa forma ao modo antigo da interação internacional: o jogo de poder.
Em seu magistral livro “Sobre a Revolução”, a grande pensadora Hannah Arendtcomenta que “os que acreditam na política de poder e, portanto, na guerra como o último recurso da política externa estão fadados a descobrir num futuro não muito distante que terão se tornado mestres numa interação inútil e obsoleta”.
Achou que não ia ter história da Brenda e do Alexandre nessa semana? Claro que sim!!! Só queríamos deixar vocês ainda mais curiosos!
Olá
pessoal! Depois de nos apresentar e contar, resumidamente, a nossa saga para
chegar até aqui, vamos apresentar a nossa cidade destino, CORK!
Segundo o último levantamento oficial
apresentado pelas Nações Unidas em 2011, o condado de Cork (a Irlanda não é
dividida por estados e sim por condados, um pouquinho diferente do Brasil)
possui aproximadamente meio milhão de habitantes. A capital Cork City é a
segunda maior cidade do país, ficando atrás somente da capital, Dublin. É uma
cidade de médio porte, o centro é muito movimentado e possui toda a infraestrutura
de uma cidade grande, contando com grande variedade de lojas, restaurantes,
cafés, pubs, restaurantes, galeria de arte, teatro, parque, cinema, etc.
Durante o horário comercial, as ruas são bastante movimentas, principalmente
agora, no verão, quando a cidade é tomada por turistas do mundo todo,
principalmente da Espanha.
Fizemos um vídeo para o nosso canal mostrando
mais algumas coisas sobre o centro de Cork:
Cork
conta com ônibus e trem para o transporte público, além de bicicletas coletivas
para o uso da população. Os trens são extremamente pontuais. Já os ônibus sofrem
com atrasos consideráveis nos horários de pico em virtude do trânsito pesado
ocasionado pela grande quantidade de carros. A nossa sorte é que moramos no
centro e não precisamos utilizar o transporte coletivo nestes horários. Caso contrário, seria uma grande decepção
porque escolhemos uma cidade pequena justamente por questão de mobilidade e
tranqüilidade no trânsito, pois, o Alexandre já estava bem estressado com isso
em Goiânia.
O
primeiro impacto que tivemos em relação à cidade (além do frio, mas isso é
assunto pra outro post) foi em relação ao “horário comercial” da cidade. Cork é
uma cidade que acorda tarde. Durante a semana, as lojas costumam abrir por
volta de 9h30, 10h00 e, nos sábados e domingos, ao meio dia. O horário de
fechamento varia entre as 19h00 no verão e as 17h00 no inverno. Bem diferente
do que estamos acostumados no Brasil né?
No começo estranhamos, mas, depois nos acostumamos. Eu acho o máximo a cidade
não ter aquela correria matinal, às 7h00 da manhã o centro é completamente
deserto.
Cork
é uma cidade universitária, assim, a população jovem toma uma grande parte da
faixa etária da população. Isso faz com que a vida noturna da cidade seja
bastante agitada. A cidade possui uma enorme quantidade de pubs (muitos com
música ao vivo e sem couvert) com entrada gratuita e night clubs que, em geral, cobram a entrada. Também não podemos
esquecer as famosas e badaladas House
parties, opções mais baratas e não
menos divertidas. Sobre a vida noturna, podemos destacar duas curiosidades:
§Horário
de fechamento: a noite termina cedo. Por volta da meia noite, alguns pubs já começam a “expulsar” os clientes.
Bares com música ao vivo e clubs vão
até um pouco mais tarde, mas, no máximo às duas da manhã já estão todos fechados.
Tá aí mais uma vantagem das festinhas
em casa que, geralmente, não tem hora para acabar.
§O
comportamento dos Irlandeses: essa é uma curiosidade bem peculiar. Os
irlandeses, independente do sexo, bebem muuuuuito,
muito mesmo, e o comportamento deles muda bastante. Por volta da meia noite, já
é possível perceber que a galera está “bem alta”. O pessoal sai às ruas cambaleando,
fazendo muito barulho e, fora dos pubs, continua se divertindo nas ruas. Como
moramos no centro, já vimos, da nossa janela, pirâmide humana de bêbados no
meio da rua durante a madrugada. Apesar de já temos morado em cinco lugares
diferentes, sempre moramos no centro e vemos toda essa “loucura” de perto.
Particularmente, não descobrimos o motivo e ainda acho desnecessária essa parte
da gritaria na rua, mas, no fundo, imagino que é alegria, despreocupação e inocência de quem
mora em uma cidade onde expressões como estupro, assalto e violência não fazem
parte do cotidiano.
Cork também não deixa a desejar no
quesito compras de vestuário, há dezenas de lojas para todos os gostos e
bolsos. O mais interessante é que todas
as lojas possuem uma seção de peças com preço reduzido. Eu, Brenda, já namorei
alguns acessórios por semanas até que entrassem no reduced para que pudesse finalmente comprar. Na verdade, os preços
são baratos e acessíveis e, em alguns momentos, é bem difícil não cair em
tentação. A questão é que, depois de certo tempo, a nossa forma de lidar com
dinheiro aqui muda. A gente percebe que, com cinco euros, por exemplo, é possível
comprar muita coisa daí, acaba preferindo esperar aquela blusinha legal ser
reduzida a EUR 2,50 para comprar com a “consciência” mais tranqüila. Hahaha.
Outro paraíso das compras são os
maravilhosos brechós! Gente, é muito, muito, muuuuuito legal! A diferença dos brechós que conhecemos em Goiânia
já começa com a característica física das lojas. Descobri os brechós logo na
minha segunda semana porque estava a procura de trabalho voluntário e, se não
fosse isso, não teria nem percebido que era brechó. São lojas com vitrines
normais, alguns são tão organizados que parecem boutiques chiquérrimas e
pasmem, não tem aquele cheiro horroroso de naftalina a que estamos tão
acostumados. Os brechós, em geral, têm roupas, calçados, acessórios e alguns
podem ter mais algumas variações como roupa de cama, livros, utensílios para o
lar. As roupas encontradas nos brechós são de ótima qualidade, é muito comum
encontrar algumas com etiquetas originais das lojas onde foram compradas. Dá
pra encontrar muita coisa novinha e super descolada. Eu fui uma das primeiras a
divulgar estas lojas entre os brasileiros que moram aqui, muitos me falavam que
tinham até medo de entrar e encontrar coisas muito caras, mas, depois que você
descobre e pega o jeito, é diversão e sucesso garantidos!
Então é isso pessoal, espero que
tenham gostado de conhecer um pouco dessa cidade Irlandesa que nos deixa cada
dia mais apaixonados. No próximo post, vou contar sobre alguns festivais e
eventos que temos na cidade. Tem muita coisa bacana, vocês não perdem por
esperar!
Já conhece nosso blog, nossa fanpage e
o nosso canal? Quer fazer intercâmbio na Irlanda e tem alguma dúvida? Entre em
contato conosco!
A hora da despedida é sempre a mais difícil! Acompanhe a última etapa dos Goianos na Irlanda antes de seguirem caminho para o tão sonhado intercâmbio!
Olá, pessoal, tudo bem? No
post passado, contamos pra vocês os nossos primeiros desafios para colocar o
nosso plano de intercâmbio em prática e hoje, vamos continuar...
Desafio 3- Deixar nosso
apartamento
Decidimos alugar o nosso
apartamento e precisávamos fazer isso o mais rápido possível, pois, queríamos
viajar com esse assunto resolvido. Assim, na primeira semana após a nossa saída
do trabalho, começamos a nos preparar para a mudança.
O nosso plano era mudar para
a casa dos pais do Alexandre. Essa parte era tranquila, mas, durante o
planejamento, percebemos que lá não teria espaço para toda a nossa mobília.
Decidimos manter o básico (cama, fogão, geladeira, uma TV e mais algumas
coisinhas) e anunciar a venda das outras coisas. Vendemos por “preço de banana”
nossos móveis, aqueles pelos quais ralamos muito para juntar a grana e adquirir,
fazendo questão de comprar de boa qualidade. Pela primeira vez, nosso coração apertou! Tive a sensação de
prejuízo, desperdício de dinheiro, falta de consideração com meus móveis rsrsrsrsrs Esta era a primeira das
várias prestações emocionais que tivemos que pagar.
Vendemos algumas coisas, no mudamos,
assistimos uns tutoriais no You Tube,
pintamos nosso “Apê” com nossas próprias mãos e, finalmente, chegou o dia de
dizer “até logo” para a nossa “casinha”. Dedicamos cinco anos da nossa vida
naquele lugar, planejamos ambientes, os vimos tomar a forma que sonhamos,
abrimos mão de férias e outros momentos de lazer a fim de economizar uma “grana”
para fazer tudo aquilo acontecer. Nos emocionamos no dia da entrega das chaves
e, de repente, era como se tivéssemos apertado o botão reset! Toda a dedicação se transformou em 60 metros quadrados de
paredes brancas, frias e vazias. Eu chorei... e quem disse que seria fácil!?
Desafio 4 – Cork for Two
Algumas coisas aconteceram
ao mesmo tempo, mas, se eu for contar tudo de uma vez fica meio confuso então,
estou separando em tópicos pra ficar mais organizado hahaha.
Como disse anteriormente,
assim que escolhemos Cork como nosso destino, começamos a respirar Irlanda 24
horas por dia e usávamos todo o tempo livre que tínhamos para ler e pesquisar o
máximo de informações possíveis. Encontramos muito material de qualidade em sites,
blogs e grupos no Facebook, o que nos
ajudou bastante. O único problema é que, apesar das regras ou dicas serem
válidas para toda a Irlanda, sentíamos falta de algo especificamente para Cork
e, assim decidimos criar nosso blog e nosso canal, ainda no Brasil, mostrando
os nossos preparativos.
No começo éramos bem atrapalhados. Tinha a
timidez, a falta de técnica para gravar e editar, não tínhamos muitos
equipamentos e, ainda assim, continuamos.
Temos muito pra melhorar, mas, quando vemos os primeiros vídeos,
conseguimos perceber a nossa evolução. Crescemos dia após dia e esclarecemos as
dúvidas de muita gente com esse mesmo objetivo. Não dá para mensurar o quanto é
gratificante ajudar essas pessoas, é uma troca de energia fantástica. O Cork for Two é um filho que cresce
conosco e nos deixa cada dia mais orgulhosos.
Desafio 5 – Sustos pré-intercâmbio
Depois de tomarmos todas as
decisões, assinar contrato e efetuar o pagamento, recebemos algumas notícias
inesperadas, como se a adrenalina já não
fosse suficiente.
A legislação para os
estudantes de inglês na Irlanda mudou drasticamente, descobrimos vários pontos
negativos na escola que íamos estudar (não tínhamos condições de mudar) e,
poucos dias depois de comprar as nossas malas, as companhias aéreas mudaram as
medidas do tamanho padrão. Fora outras coisinhas que não estavam diretamente
ligadas ao intercâmbio, mas, que faziam parte do nosso processo de mudança, nos
pegando de surpresa.
Tudo aconteceu praticamente
ao mesmo tempo e o desânimo foi inevitável. A nossa sorte foi que conseguimos
resolver o que estava ao nosso alcance e nos apegamos aos pontos positivos daquilo
que não podíamos resolver, seguindo firmes. Ainda tinha muita coisa para
preparar e isso ajudou a nos distrair dos problemas, não dava tempo para
lamentar ou pensar muito em toda aquela “loucura”.
Desafio 6 – Despedidas
A data do embarque se
aproximava e as despedidas eram inevitáveis. Por questão de espaço e logística,
optamos por fazer três festinhas: uma para a família do Alexandre, uma para os
amigos e outra para a minha família. Foi outro momento delicado, com um turbilhão
de emoções, porém, muito gratificante. Recebemos energia positiva, palavras
motivadoras e, mesmo com o coração apertado, conseguimos nos despedir de todas
as pessoas importantes e, receber tanta coisa boa de gente tão querida, em um
momento tão revolucionário das nossas vidas, foi fantástico. Estávamos prontos para colocar a mochila nas
costas e seguir em busca do nosso sonho.
Bom, pessoal, esse foi o
resumo do que passamos durante os cinco meses desde o instante em que plantamos
a “sementinha” dessa idéia até o nosso embarque. Foi um período curto e muito
intenso da nossa vida. Chegamos aqui, descobrimos um mundo novo, aprendemos
muito mais que um idioma e temos a absoluta certeza de que tomamos a decisão
certa. A partir de agora, vamos compartilhar com vocês um pouco das nossas
experiências aqui de forma leve e divertida. Estava “doida” para chegar nessa parte! Que
venha a cereja do bolo!!! Cheeers ;)
Todo mundo acompanhou - e adorou - o começo da história da Brenda e do Alexandre na semana passada! Continue seguindo o começo da saga desses dois goianos na Irlanda!
Olá pessoal, tudo bem!? Hoje
continuo a contar pra vocês a nossa saga pra fazer um intercâmbio. Vamos lá!
Agências de intercâmbio.
Apesar de ter escolhido um
destino, ainda não tínhamos muita noção das possibilidades e programas que
poderiam nos atender. Por este motivo, decidimos visitar algumas agências
especializadas no assunto. Fizemos uma lista com 3 delas e fomos visitá-las. Eu
não estava muito segura, pois, não tínhamos um perfil comum dos intercambistas
goianos (solteiros, cursando ensino médio ou os primeiros períodos da
faculdade, faixa etária de 16 a 25 anos, alto poder aquisitivo) e isso poderia
não despertar confiança e interesse por parte das agências.
A primeira seguiu ao pé da
letra toda a minha expectativa negativa. A atendente nos disse que não existia
um programa de estudo e trabalho no Canadá, fez um orçamento de um curso de
inglês com valor exorbitante e não teve o menor interesse em nos oferecer outros
destinos que pudessem nos atender.
A segunda não estava no
nosso roteiro mas, por se localizar na mesma galeria de outra que incluímos na
lista, resolvemos entrar para conhecer. Fomos bem atendidos pelo proprietário e
foi ele quem nos apresentou o destino Irlanda, nos oferecendo programas para
estudar Inglês na capital do país, Dublin. Ouvimos o que ele tinha a dizer mas,
ainda não ficamos convencidos pois a alta cotação do Euro nos deixava inseguros
em relação a qualquer país da União Européia.
Fomos para a terceira empresa
(que nos foi muito bem recomendada) e gostamos muito do atendimento. A agente percebeu
rapidamente o que queríamos e, depois de uma conversamos sobre alguns países e
seus respectivos programas, decidimos solicitar o orçamento para dois deles,
Nova Zelândia e novamente IRLANDA. Já tínhamos um orçamento da agência anterior
para Dublin então, resolvemos ter mais uma opção e pedimos um orçamento para
Cork, a segunda maior cidade do país. A atendente dominava o assunto, nos
explicou sobre os trâmites de cada país e fez um orçamento simples e fácil de
entender.
A escolha definitiva do destino
Ao chegar em casa eu,
Brenda, estava super empolgada com a Nova Zelândia, já me imaginava visitando
as locações do Senhor dos Anéis, hahaha.
Mas, analisando o custo benefício dos programas, chegamos a conclusão de que a
Irlanda seria o nosso melhor destino. Estávamos cansados do estilo de vida de
uma capital e Cork surgiu como uma ótima opção. Desse dia em diante, passamos a
pensar, viver, respirar Irlanda e Cork 24 horas por dia.
Desafio 1 – Contar para a família do Alexandre
Os pais do Alexandre sempre
foram nossos conselheiros, nunca tomamos uma decisão importante sem
comunicá-los, sem pedir algum conselho e com essa não poderia ser diferente.
Marcamos uma reunião familiar e ficamos um pouco nervosos, a aprovação deles
era o primeiro passo concreto para a realização do nosso projeto.
Reunimos a maior quantidade
de informações possível: sobre o programa, a escola, a cidade e apresentamos
junto com o orçamento e um plano de ação resumido. Explicamos a necessidade de
estudar inglês e os motivos que nos levaram a ter a ideia de fazer isso em
outro país.
Eles ficaram um pouco
surpresos no começo da conversa mas, a medida que fomos explicando, perceberam
que estávamos decididos e tínhamos um plano concreto para fazer tudo acontecer
da melhor forma possível. Apesar de ainda assustados e preocupados com tudo que
estava por vir, nos deram a “benção” e apoiaram em tudo que precisamos.
Desafio 2- Deixar nossos
empregos
Agora com o apoio da família,
poderíamos dar continuidade ao nosso projeto e o próximo passo seria comunicar
a nossa saída dos respectivos empregos. Este passo também era muito importante,
pois, toda a grana que receberíamos
em nossos “acertos” seriam
direcionadas para a execução do intercâmbio.
Eu, Brenda, fui demitida e recebi
todos os meus direitos, colhi os frutos de 5 anos de muita dedicação e amor ao
meu trabalho. O Alexandre tinha um tempo menor de empresa e esperou o chefe
voltar de férias para fazer o seu comunicado. No caso, como foi ele a pedir
demissão, recebemos um valor bem pequeno. Juntamos os dois montantes, usamos
cada centavo com sabedoria e fizemos render bastante. Às vezes, quando me
lembro dos números, sinto um frio na espinha, mas ainda me impressiono
diariamente como cada centavo investido vale cada milésimo de segundo vivido
aqui.
Conseguimos programar a data
das nossas saídas e começamos a dar os demais passos concretos necessários. Assinamos
o contrato com a agência de intercâmbio (com muito frio na barriga) e demos
entrada no processo de solicitação dos nossos passaportes. Assumimos
oficialmente o compromisso, agora não tinha mais volta.
Assim terminamos mais um
capítulo da nossa novela. Mas os desafios continuaram, não percam o próximo episódio.
Até lá ;)
Brenda.
A Brenda manda um recado para quem quer acompanhar mais de perto as dicas e rotinas do Xandy e Dinha em Cork!
Eles estão migrando seu blog para o Wordpress mas, ainda conseguem acessar pelo Blogger. Então, segue os links e contatos!
Olá pessoal, tudo bem!? É
com imenso prazer que aceitamos o convite do Rota Goiana para contar um pouco
da aventura de deixar nossa estabilidade conquistada com muito suor, para nos
aventurar em um Intercâmbio na Europa...
Quem Somos?
Brenda Modanêz Peixoto:
31 anos, mineira, residente em Goiânia e atual cidadã do mundo. Graduada em
Gestão Hoteleira e Pós-Graduada em Gestão de Empreendimentos Turísticos e
Eventos (Sim, eu gosto de sofrer! Hahaha). Sou dessas que gosta de tudo planejadiiiiinho e trabalho duro para
conseguir realizar esses planos. Como uma boa Taurina, adoro dormir até tarde
(não se esqueçam dessa informação, ainda vamos falar sobre isso no futuro) e
não resisto a uma boa comida, principalmente as sobremesas!!!
Alexandre Peixoto: goiano do
“pé rachado”, mineiro de família e tocantinense de coração. Fez faculdade de
Gestão Turística e anos depois resgatou sua paixão pela aviação para se formar
como Técnico em Manutenção de Aeronaves. Tem a paciência de um monge budista
(menos no trânsito), é um autodidata que aprende TUDO com um bom tutorial e um
adorador de esportes (leia-se futebol) pouco praticante. Seu grande sonho é
aparecer nas melhores arquibancadas de estádios europeus acompanhado da
bandeira do Vila Nova Esporte Clube.
A necessidade de um segundo idioma.
Conquistamos os diplomas
acadêmicos, trabalhávamos em nossas respectivas áreas profissionais e tínhamos
uma longa experiência. Mesmo com tudo isso, não nos sentíamos prontos para voar mais alto
e encarar algum desafio profissional. Chegamos a um ponto em que a nossa
carreira estagnou e por mais que estivéssemos em uma boa zona de conforto, a
consciência nos dizia que era hora de mudar. Era janeiro de 2015, um novo ano
se iniciava, o mercado de trabalho nos mostrava boas oportunidades, mas todas
exigiam fluência no inglês. Percebemos que estava na hora investir em um curso
para aprender o idioma.
Procuramos por um curso de
inglês intensivo, com a maior carga horária possível, pois por mais cansativo
que fosse, não tínhamos tempo para estudar em curso com duração de 3, 4 anos.
Começamos uma pesquisa na internet e encontramos uma opção interessante. Entrei
em contato com a escola e foi aí que eu pensei seriamente em desistir. Apesar de listar
as opções pelo site, a escola não tinha nenhuma turma “aberta” de curso
intensivo e a única opção era aquela velha proposta de fazer menos de 3 horas
de aula, dividida em dois dias na semana, com duração total de 3 anos. Depois
desse primeiro choque, resolvi perguntar o valor e fiquei totalmente
desanimada, não sabia nem o que dizer ao telefone.
Quando mostrei os valores
para o Alexandre estava indignada e, no calor da emoção, soltei um “com esse
valor, dá pra fazer um curso no exterior”. Mesmo falando isso sem nenhuma
intenção, acho que foi nesse momento que a sementinha do intercâmbio foi
plantada em nosso subconsciente.
Um dia difícil, uma
ligação e uma resposta inesperada.
Meses se passaram,
chegamos no mês de março, a vida continuava e a ideia de estudar tinha voltado
para a gaveta. Eu estava trabalhando na mesma empresa há cinco anos e, apesar
das dificuldades que toda profissão tem, eu gostava da minha função, da minha rotina,
dos grandes amigos que conheci lá e
tinha um carinho e respeito muito grande pela empresa. O ano de 2015 não
iniciou muito bem e alguns problemas de gestão desencadearam um efeito dominó
na queda do rendimento. As lideranças começaram a tomar decisões com as quais
eu não me identificava e que só agravaram os problemas e, ao ver tudo aquilo
acontecendo, entrei em uma onda de stress
e a desmotivação bateu em minha porta.
Após uma manhã difícil,
liguei para o Alexandre no meu intervalo de almoço para desabafar. Depois de me
ouvir, ele me respondeu algo tipo “fica calma, eu tenho uma solução pra nós,
nós vamos mudar de país”. Minha reação foi rir, claro, eu realmente pensei que
ele estava brincando ou no máximo sonhando alto... mas não, ele estava falando
sério. Continuamos a conversa e ele me disse que estava olhando algumas cidades
do Canadá e que estava muito interessado em se mudar. Já marcou de me buscar no
trabalho para irmos até nosso point
favorito (Mercado da 74) pra tomar uma, petiscar, relaxar e falar sobre esse
novo projeto de vida.
Quando começamos a falar
sobre o assunto, percebi que ele estava realmente determinado. Me falou de
algumas cidades, de moradia e do idioma mas, ainda não tinha ideia de como
chegaríamos lá. Como tínhamos necessidade de estudar a língua, decidimos
escolher por um programa de intercâmbio que oferecesse a possibilidade de
estudo e trabalho pois, fazer uma mudança dessas e ficar sem trabalhar estava
fora de cogitação. Ok, não tínhamos a mínima ideia se esse projeto mirabolante
daria certo, era uma pequena possibilidade em um mar de incertezas mas,
decidimos ali, naquela mesa de boteco, que levaríamos o projeto a diante. Partiu
Canadá!!!!!!!
Aí, você que leu até aqui
pensa: Brenda sua louca, você não disse que mora na Europa? Matou aula de geografia?
O Canadá fica em outro continente!!! Eu sei, parece louco mas, a nossa história
está apenas começando...
Até lá!
Brenda Modanêz
... Continua no próximo
episódio
A Brenda e o Alexandre são dois queridos amigos que partiram em busca de um sonho em terras irlandesas! Acompanhe a saga deste casal especial semanalmente, aqui no Rota! Aproveite e dê uma espiadinha no canal deles pelo You Tube, o Cork for Two