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sexta-feira, 28 de julho de 2017

O que aprender com a divulgação do caso Mutirama?


por Nathália Peres 

Desde a última quarta-feira (26/7) quando foi divulgado o acidente que ocorreu no Parque Mutirama, os veículos jornalísticos não param de falar sobre o assunto, e pior ainda, repetem a todo momento as imagens do referido caso. Creio que a atitude sensacionalista de determinados veículos, a maioria, causam um impacto muito grande na vida das crianças, adultos, idosos que presenciaram a cena, ou foram vítimas do acidente.

Mas minha intenção, com este post, não é ser sensacionalista e muito menos achar culpados para tal tragédia. Nem por isto sou indiferente ao sofrimento de quem esteve ali. Sim, os culpados devem ser punidos, e sim, as famílias devem receber um mínimo de apoio possível.

Venho, por este meio, levantar um grande questionamento para os jornalistas como um todo. Estamos realmente prestando um serviço de informação, ou só estamos fazemos mídia em cima de tantos acidentes, tragédias, casos de violência, mortes? Ao abrir um veículo de informação, não queremos “espremer dor e sangue” dali, queremos informações e não ver um relato quase que diário de tantos casos trágicos.

Ontem (27/7), ao assistir um determinado programa jornalístico no horário de almoço, fiquei PERPLEXA!! Por que levar uma criança ao vivo para o jornal e exibir o vídeo para ela e a mãe relembrarem todo sofrimento? É uma criança, só pelo acidente, ela já esta traumatizada, e é realmente necessário estender a dor que ela está sentindo por mais tempo, tudo em nome da AUDIÊNCIA?

Este ser que ronda a vida de qualquer jornalista, é maior que nosso código de ética? Que os princípios, aparentemente lindos na teoria, de imparcialidade, neutralidade, objetividade, veracidade? Enquanto jornalista, sei que a prática não condiz nenhum pouco com a teoria, mas o mínimo que podemos esperar de um profissional que lida constantemente com as diferentes realidades sociais é um pouco de humanidade.

Aproveitando o ensejo, para levantar outras reflexões, estamos realmente informando ou desinformando a população? O que a Demi e o Neymar serem visto em um determinado show afeta a nossa vida? Não sou contra um jornalismo descontraído, muito pelo contrário, é extremamente válido esta estratégia para chegarmos nas casas de tantas pessoas, mas se vamos realmente inovar, que seja com um mínimo de critério de noticiabilidade e, por favor, com mais ética profissional e respeito a vida. 

terça-feira, 30 de maio de 2017

Revolta ou Revolução?

Faltam vozes de sensatez capazes de atrair as convicções da sociedade



As grandes Revoluções não ocorrem por acaso, nem de um dia para outro. Levam tempo. Passam por diferentes fases. Seus dirigentes às vezes se alternam. Umas fracassam. Outras são bem sucedidas. Estas últimas se prolongam em estado latente. As classes dirigentes não se preocupam em fazer as transformações demandadas pela sociedade. Confiam na força do aparato estatal de segurança e repressão. Com o tempo, o desgaste se agrava e um pequeno incidente deflagra a luta decisiva. O Poder Executivo está impotente, o Congresso disperso, tomado por interesses pessoais e setoriais e o Judiciário começa a dar sinais de partidarismos. Às vezes me pergunto se não será isto que estamos presenciando no Brasil: o caos que precede grandes transformações.

Faltam vozes de sensatez capazes de atrair as convicções da sociedade. Política depende essencialmente da capacidade dos que se acham preparados para mandar e convencer a população de suas ideias e sobretudo de sua capacidade de pô-las em prática. A recente eleição do jovem Emmanuel Macron na França bem revela a sua capacidade de prometer com credibilidade.

Mas não é só no plano interno que estas sementes revolucionárias estão verdejando. Atenuado ou superado o conflito ideológico, o mundo voltou de certa forma ao modo antigo da interação internacional: o jogo de poder.

Em seu magistral livro “Sobre a Revolução”, a grande pensadora Hannah Arendt comenta que “os que acreditam na política de poder e, portanto, na guerra como o último recurso da política externa estão fadados a descobrir num futuro não muito distante que terão se tornado mestres numa interação inútil e obsoleta”.

Leia mais em El País. 





quarta-feira, 27 de julho de 2016

Goianos na Irlanda - Hello Cork!

Achou que não ia ter história da Brenda e do Alexandre nessa semana? Claro que sim!!! Só queríamos deixar vocês ainda mais curiosos! 


Olá pessoal! Depois de nos apresentar e contar, resumidamente, a nossa saga para chegar até aqui, vamos apresentar a nossa cidade destino, CORK!

Segundo o último levantamento oficial apresentado pelas Nações Unidas em 2011, o condado de Cork (a Irlanda não é dividida por estados e sim por condados, um pouquinho diferente do Brasil) possui aproximadamente meio milhão de habitantes. A capital Cork City é a segunda maior cidade do país, ficando atrás somente da capital, Dublin. É uma cidade de médio porte, o centro é muito movimentado e possui toda a infraestrutura de uma cidade grande, contando com grande variedade de lojas, restaurantes, cafés, pubs, restaurantes, galeria de arte, teatro, parque, cinema, etc. Durante o horário comercial, as ruas são bastante movimentas, principalmente agora, no verão, quando a cidade é tomada por turistas do mundo todo, principalmente da Espanha.

Fizemos um vídeo para o nosso canal mostrando mais algumas coisas sobre o centro de Cork:


Cork conta com ônibus e trem para o transporte público, além de bicicletas coletivas para o uso da população. Os trens são extremamente pontuais. Já os ônibus sofrem com atrasos consideráveis nos horários de pico em virtude do trânsito pesado ocasionado pela grande quantidade de carros. A nossa sorte é que moramos no centro e não precisamos utilizar o transporte coletivo nestes horários.  Caso contrário, seria uma grande decepção porque escolhemos uma cidade pequena justamente por questão de mobilidade e tranqüilidade no trânsito, pois, o Alexandre já estava bem estressado com isso em Goiânia.



O primeiro impacto que tivemos em relação à cidade (além do frio, mas isso é assunto pra outro post) foi em relação ao “horário comercial” da cidade. Cork é uma cidade que acorda tarde. Durante a semana, as lojas costumam abrir por volta de 9h30, 10h00 e, nos sábados e domingos, ao meio dia. O horário de fechamento varia entre as 19h00 no verão e as 17h00 no inverno. Bem diferente do que estamos acostumados no Brasil né? No começo estranhamos, mas, depois nos acostumamos. Eu acho o máximo a cidade não ter aquela correria matinal, às 7h00 da manhã o centro é completamente deserto.



Cork é uma cidade universitária, assim, a população jovem toma uma grande parte da faixa etária da população. Isso faz com que a vida noturna da cidade seja bastante agitada. A cidade possui uma enorme quantidade de pubs (muitos com música ao vivo e sem couvert) com entrada gratuita e night clubs que, em geral, cobram a entrada. Também não podemos esquecer as famosas e badaladas House parties,  opções mais baratas e não menos divertidas. Sobre a vida noturna, podemos destacar duas curiosidades:

§      Horário de fechamento: a noite termina cedo. Por volta da meia noite, alguns pubs já começam a “expulsar” os clientes. Bares com música ao vivo e clubs vão até um pouco mais tarde, mas, no máximo às duas da manhã já estão todos fechados. Tá aí mais uma vantagem das festinhas em casa que, geralmente, não tem hora para acabar.

§      O comportamento dos Irlandeses: essa é uma curiosidade bem peculiar. Os irlandeses, independente do sexo, bebem muuuuuito, muito mesmo, e o comportamento deles muda bastante. Por volta da meia noite, já é possível perceber que a galera está “bem alta”. O pessoal sai às ruas cambaleando, fazendo muito barulho e, fora dos pubs, continua se divertindo nas ruas. Como moramos no centro, já vimos, da nossa janela, pirâmide humana de bêbados no meio da rua durante a madrugada. Apesar de já temos morado em cinco lugares diferentes, sempre moramos no centro e vemos toda essa “loucura” de perto. Particularmente, não descobrimos o motivo e ainda acho desnecessária essa parte da gritaria na rua, mas, no fundo, imagino que é  alegria, despreocupação e inocência de quem mora em uma cidade onde expressões como estupro, assalto e violência não fazem parte do cotidiano.



Cork também não deixa a desejar no quesito compras de vestuário, há dezenas de lojas para todos os gostos e bolsos.  O mais interessante é que todas as lojas possuem uma seção de peças com preço reduzido. Eu, Brenda, já namorei alguns acessórios por semanas até que entrassem no reduced para que pudesse finalmente comprar. Na verdade, os preços são baratos e acessíveis e, em alguns momentos, é bem difícil não cair em tentação. A questão é que, depois de certo tempo, a nossa forma de lidar com dinheiro aqui muda. A gente percebe que, com cinco euros, por exemplo, é possível comprar muita coisa daí, acaba preferindo esperar aquela blusinha legal ser reduzida a EUR 2,50 para comprar com a “consciência” mais tranqüila. Hahaha.

Outro paraíso das compras são os maravilhosos brechós! Gente, é muito, muito, muuuuuito legal! A diferença dos brechós que conhecemos em Goiânia já começa com a característica física das lojas. Descobri os brechós logo na minha segunda semana porque estava a procura de trabalho voluntário e, se não fosse isso, não teria nem percebido que era brechó. São lojas com vitrines normais, alguns são tão organizados que parecem boutiques chiquérrimas e pasmem, não tem aquele cheiro horroroso de naftalina a que estamos tão acostumados. Os brechós, em geral, têm roupas, calçados, acessórios e alguns podem ter mais algumas variações como roupa de cama, livros, utensílios para o lar. As roupas encontradas nos brechós são de ótima qualidade, é muito comum encontrar algumas com etiquetas originais das lojas onde foram compradas. Dá pra encontrar muita coisa novinha e super descolada. Eu fui uma das primeiras a divulgar estas lojas entre os brasileiros que moram aqui, muitos me falavam que tinham até medo de entrar e encontrar coisas muito caras, mas, depois que você descobre e pega o jeito, é diversão e sucesso garantidos!



Então é isso pessoal, espero que tenham gostado de conhecer um pouco dessa cidade Irlandesa que nos deixa cada dia mais apaixonados. No próximo post, vou contar sobre alguns festivais e eventos que temos na cidade. Tem muita coisa bacana, vocês não perdem por esperar!


Já conhece nosso blog, nossa fanpage e o nosso canal? Quer fazer intercâmbio na Irlanda e tem alguma dúvida? Entre em contato conosco! 


     E-mail: contato@corkfortwo.com

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Goianos na Irlanda - A Despedida

A hora da despedida é sempre a mais difícil! Acompanhe a última etapa dos Goianos na Irlanda antes de seguirem caminho para o tão sonhado intercâmbio! 



Olá, pessoal, tudo bem? No post passado, contamos pra vocês os nossos primeiros desafios para colocar o nosso plano de intercâmbio em prática e hoje, vamos continuar...

Desafio 3- Deixar nosso apartamento


Decidimos alugar o nosso apartamento e precisávamos fazer isso o mais rápido possível, pois, queríamos viajar com esse assunto resolvido. Assim, na primeira semana após a nossa saída do trabalho, começamos a nos preparar para a mudança.

O nosso plano era mudar para a casa dos pais do Alexandre. Essa parte era tranquila, mas, durante o planejamento, percebemos que lá não teria espaço para toda a nossa mobília. Decidimos manter o básico (cama, fogão, geladeira, uma TV e mais algumas coisinhas) e anunciar a venda das outras coisas. Vendemos por “preço de banana” nossos móveis, aqueles pelos quais ralamos muito para juntar a grana e adquirir, fazendo questão de comprar de boa qualidade. Pela primeira vez,  nosso coração apertou! Tive a sensação de prejuízo, desperdício de dinheiro, falta de consideração com meus móveis rsrsrsrsrs Esta era a primeira das várias prestações emocionais que tivemos que pagar.



Vendemos algumas coisas, no mudamos, assistimos uns tutoriais no You Tube, pintamos nosso “Apê” com nossas próprias mãos e, finalmente, chegou o dia de dizer “até logo” para a nossa “casinha”. Dedicamos cinco anos da nossa vida naquele lugar, planejamos ambientes, os vimos tomar a forma que sonhamos, abrimos mão de férias e outros momentos de lazer a fim de economizar uma “grana” para fazer tudo aquilo acontecer. Nos emocionamos no dia da entrega das chaves e, de repente, era como se tivéssemos apertado o botão reset! Toda a dedicação se transformou em 60 metros quadrados de paredes brancas, frias e vazias. Eu chorei... e quem disse que seria fácil!?




Desafio 4 – Cork for Two


Algumas coisas aconteceram ao mesmo tempo, mas, se eu for contar tudo de uma vez fica meio confuso então, estou separando em tópicos pra ficar mais organizado hahaha.

Como disse anteriormente, assim que escolhemos Cork como nosso destino, começamos a respirar Irlanda 24 horas por dia e usávamos todo o tempo livre que tínhamos para ler e pesquisar o máximo de informações possíveis. Encontramos muito material de qualidade em sites, blogs e grupos no Facebook, o que nos ajudou bastante. O único problema é que, apesar das regras ou dicas serem válidas para toda a Irlanda, sentíamos falta de algo especificamente para Cork e, assim decidimos criar nosso blog e nosso canal, ainda no Brasil, mostrando os nossos preparativos.

 No começo éramos bem atrapalhados. Tinha a timidez, a falta de técnica para gravar e editar, não tínhamos muitos equipamentos e, ainda assim, continuamos.  Temos muito pra melhorar, mas, quando vemos os primeiros vídeos, conseguimos perceber a nossa evolução. Crescemos dia após dia e esclarecemos as dúvidas de muita gente com esse mesmo objetivo. Não dá para mensurar o quanto é gratificante ajudar essas pessoas, é uma troca de energia fantástica. O Cork for Two é um filho que cresce conosco e nos deixa cada dia mais orgulhosos.


Desafio 5 – Sustos pré-intercâmbio


Depois de tomarmos todas as decisões, assinar contrato e efetuar o pagamento, recebemos algumas notícias inesperadas, como se a adrenalina  já não fosse suficiente.

A legislação para os estudantes de inglês na Irlanda mudou drasticamente, descobrimos vários pontos negativos na escola que íamos estudar (não tínhamos condições de mudar) e, poucos dias depois de comprar as nossas malas, as companhias aéreas mudaram as medidas do tamanho padrão. Fora outras coisinhas que não estavam diretamente ligadas ao intercâmbio, mas, que faziam parte do nosso processo de mudança, nos pegando de surpresa.

Tudo aconteceu praticamente ao mesmo tempo e o desânimo foi inevitável. A nossa sorte foi que conseguimos resolver o que estava ao nosso alcance e nos apegamos aos pontos positivos daquilo que não podíamos resolver, seguindo firmes. Ainda tinha muita coisa para preparar e isso ajudou a nos distrair dos problemas, não dava tempo para lamentar ou pensar muito em toda aquela “loucura”.


 Desafio 6 – Despedidas


A data do embarque se aproximava e as despedidas eram inevitáveis. Por questão de espaço e logística, optamos por fazer três festinhas: uma para a família do Alexandre, uma para os amigos e outra para a minha família. Foi outro momento delicado, com um turbilhão de emoções, porém, muito gratificante. Recebemos energia positiva, palavras motivadoras e, mesmo com o coração apertado, conseguimos nos despedir de todas as pessoas importantes e, receber tanta coisa boa de gente tão querida, em um momento tão revolucionário das nossas vidas, foi fantástico.  Estávamos prontos para colocar a mochila nas costas e seguir em busca do nosso sonho.







Bom, pessoal, esse foi o resumo do que passamos durante os cinco meses desde o instante em que plantamos a “sementinha” dessa idéia até o nosso embarque. Foi um período curto e muito intenso da nossa vida. Chegamos aqui, descobrimos um mundo novo, aprendemos muito mais que um idioma e temos a absoluta certeza de que tomamos a decisão certa. A partir de agora, vamos compartilhar com vocês um pouco das nossas experiências aqui de forma leve e divertida.  Estava “doida” para chegar nessa parte! Que venha a cereja do bolo!!!  Cheeers ;) 





segunda-feira, 11 de julho de 2016

Goianos na Irlanda

Todo mundo acompanhou - e adorou - o começo da história da Brenda e do Alexandre na semana passada! Continue seguindo o começo da saga desses dois goianos na Irlanda!




Olá pessoal, tudo bem!? Hoje continuo a contar pra vocês a nossa saga pra fazer um intercâmbio. Vamos lá!


Agências de intercâmbio.


Apesar de ter escolhido um destino, ainda não tínhamos muita noção das possibilidades e programas que poderiam nos atender. Por este motivo, decidimos visitar algumas agências especializadas no assunto. Fizemos uma lista com 3 delas e fomos visitá-las. Eu não estava muito segura, pois, não tínhamos um perfil comum dos intercambistas goianos (solteiros, cursando ensino médio ou os primeiros períodos da faculdade, faixa etária de 16 a 25 anos, alto poder aquisitivo) e isso poderia não despertar confiança e interesse por parte das agências.

A primeira seguiu ao pé da letra toda a minha expectativa negativa. A atendente nos disse que não existia um programa de estudo e trabalho no Canadá, fez um orçamento de um curso de inglês com valor exorbitante e não teve o menor interesse em nos oferecer outros destinos que pudessem nos atender.

A segunda não estava no nosso roteiro mas, por se localizar na mesma galeria de outra que incluímos na lista, resolvemos entrar para conhecer. Fomos bem atendidos pelo proprietário e foi ele quem nos apresentou o destino Irlanda, nos oferecendo programas para estudar Inglês na capital do país, Dublin. Ouvimos o que ele tinha a dizer mas, ainda não ficamos convencidos pois a alta cotação do Euro nos deixava inseguros em relação a qualquer país da União Européia.

Fomos para a terceira empresa (que nos foi muito bem recomendada) e gostamos muito do atendimento. A agente percebeu rapidamente o que queríamos e, depois de uma conversamos sobre alguns países e seus respectivos programas, decidimos solicitar o orçamento para dois deles, Nova Zelândia e novamente IRLANDA. Já tínhamos um orçamento da agência anterior para Dublin então, resolvemos ter mais uma opção e pedimos um orçamento para Cork, a segunda maior cidade do país. A atendente dominava o assunto, nos explicou sobre os trâmites de cada país e fez um orçamento simples e fácil de entender.


A escolha definitiva do destino


Ao chegar em casa eu, Brenda, estava super empolgada com a Nova Zelândia, já me imaginava visitando as locações do Senhor dos Anéis, hahaha. Mas, analisando o custo benefício dos programas, chegamos a conclusão de que a Irlanda seria o nosso melhor destino. Estávamos cansados do estilo de vida de uma capital e Cork surgiu como uma ótima opção. Desse dia em diante, passamos a pensar, viver, respirar Irlanda e Cork 24 horas por dia.

 Desafio 1 – Contar para a família do Alexandre

Os pais do Alexandre sempre foram nossos conselheiros, nunca tomamos uma decisão importante sem comunicá-los, sem pedir algum conselho e com essa não poderia ser diferente. Marcamos uma reunião familiar e ficamos um pouco nervosos, a aprovação deles era o primeiro passo concreto para a realização do nosso projeto.

Reunimos a maior quantidade de informações possível: sobre o programa, a escola, a cidade e apresentamos junto com o orçamento e um plano de ação resumido. Explicamos a necessidade de estudar inglês e os motivos que nos levaram a ter a ideia de fazer isso em outro país.

Eles ficaram um pouco surpresos no começo da conversa mas, a medida que fomos explicando, perceberam que estávamos decididos e tínhamos um plano concreto para fazer tudo acontecer da melhor forma possível. Apesar de ainda assustados e preocupados com tudo que estava por vir, nos deram a “benção” e apoiaram em tudo que precisamos.


Desafio 2- Deixar nossos empregos

Agora com o apoio da família, poderíamos dar continuidade ao nosso projeto e o próximo passo seria comunicar a nossa saída dos respectivos empregos. Este passo também era muito importante, pois, toda a grana que receberíamos em nossos “acertos” seriam direcionadas para a execução do intercâmbio.

Eu, Brenda, fui demitida e recebi todos os meus direitos, colhi os frutos de 5 anos de muita dedicação e amor ao meu trabalho. O Alexandre tinha um tempo menor de empresa e esperou o chefe voltar de férias para fazer o seu comunicado. No caso, como foi ele a pedir demissão, recebemos um valor bem pequeno. Juntamos os dois montantes, usamos cada centavo com sabedoria e fizemos render bastante. Às vezes, quando me lembro dos números, sinto um frio na espinha, mas ainda me impressiono diariamente como cada centavo investido vale cada milésimo de segundo vivido aqui.

Conseguimos programar a data das nossas saídas e começamos a dar os demais passos concretos necessários. Assinamos o contrato com a agência de intercâmbio (com muito frio na barriga) e demos entrada no processo de solicitação dos nossos passaportes. Assumimos oficialmente o compromisso, agora não tinha mais volta.



Assim terminamos mais um capítulo da nossa novela. Mas os desafios continuaram, não percam o próximo episódio. Até lá ;)   


Brenda.




A Brenda manda um recado para quem quer acompanhar mais de perto as dicas e rotinas do Xandy e Dinha em Cork!

Eles estão migrando seu blog para o Wordpress mas, ainda conseguem acessar pelo Blogger. Então, segue os links e contatos!







segunda-feira, 4 de julho de 2016

Goianos na Irlanda



Olá pessoal, tudo bem!? É com imenso prazer que aceitamos o convite do Rota Goiana para contar um pouco da aventura de deixar nossa estabilidade conquistada com muito suor, para nos aventurar em um Intercâmbio na Europa...

Quem Somos?



Brenda Modanêz Peixoto: 31 anos, mineira, residente em Goiânia e atual cidadã do mundo. Graduada em Gestão Hoteleira e Pós-Graduada em Gestão de Empreendimentos Turísticos e Eventos (Sim, eu gosto de sofrer! Hahaha). Sou dessas que gosta de tudo planejadiiiiinho e trabalho duro para conseguir realizar esses planos. Como uma boa Taurina, adoro dormir até tarde (não se esqueçam dessa informação, ainda vamos falar sobre isso no futuro) e não resisto a uma boa comida, principalmente as sobremesas!!!


Alexandre Peixoto: goiano do “pé rachado”, mineiro de família e tocantinense de coração. Fez faculdade de Gestão Turística e anos depois resgatou sua paixão pela aviação para se formar como Técnico em Manutenção de Aeronaves. Tem a paciência de um monge budista (menos no trânsito), é um autodidata que aprende TUDO com um bom tutorial e um adorador de esportes (leia-se futebol) pouco praticante. Seu grande sonho é aparecer nas melhores arquibancadas de estádios europeus acompanhado da bandeira do Vila Nova Esporte Clube.


A necessidade de um segundo idioma.


Conquistamos os diplomas acadêmicos, trabalhávamos em nossas respectivas áreas profissionais e tínhamos uma longa experiência. Mesmo com tudo isso,  não nos sentíamos prontos para voar mais alto e encarar algum desafio profissional. Chegamos a um ponto em que a nossa carreira estagnou e por mais que estivéssemos em uma boa zona de conforto, a consciência nos dizia que era hora de mudar. Era janeiro de 2015, um novo ano se iniciava, o mercado de trabalho nos mostrava boas oportunidades, mas todas exigiam fluência no inglês. Percebemos que estava na hora investir em um curso para aprender o idioma.



Procuramos por um curso de inglês intensivo, com a maior carga horária possível, pois por mais cansativo que fosse, não tínhamos tempo para estudar em curso com duração de 3, 4 anos. Começamos uma pesquisa na internet e encontramos uma opção interessante. Entrei em contato com a escola e foi aí que eu pensei seriamente em desistir. Apesar de listar as opções pelo site, a escola não tinha nenhuma turma “aberta” de curso intensivo e a única opção era aquela velha proposta de fazer menos de 3 horas de aula, dividida em dois dias na semana, com duração total de 3 anos. Depois desse primeiro choque, resolvi perguntar o valor e fiquei totalmente desanimada, não sabia nem o que dizer ao telefone.

Quando mostrei os valores para o Alexandre estava indignada e, no calor da emoção, soltei um “com esse valor, dá pra fazer um curso no exterior”. Mesmo falando isso sem nenhuma intenção, acho que foi nesse momento que a sementinha do intercâmbio foi plantada em nosso subconsciente.


Um dia difícil, uma ligação e uma resposta inesperada.


Meses se passaram, chegamos no mês de março, a vida continuava e a ideia de estudar tinha voltado para a gaveta. Eu estava trabalhando na mesma empresa há cinco anos e, apesar das dificuldades que toda profissão tem, eu gostava da minha função, da minha rotina, dos grandes amigos que  conheci lá e tinha um carinho e respeito muito grande pela empresa. O ano de 2015 não iniciou muito bem e alguns problemas de gestão desencadearam um efeito dominó na queda do rendimento. As lideranças começaram a tomar decisões com as quais eu não me identificava e que só agravaram os problemas e, ao ver tudo aquilo acontecendo, entrei em uma onda de stress e a desmotivação bateu em minha porta.

Após uma manhã difícil, liguei para o Alexandre no meu intervalo de almoço para desabafar. Depois de me ouvir, ele me respondeu algo tipo “fica calma, eu tenho uma solução pra nós, nós vamos mudar de país”. Minha reação foi rir, claro, eu realmente pensei que ele estava brincando ou no máximo sonhando alto... mas não, ele estava falando sério. Continuamos a conversa e ele me disse que estava olhando algumas cidades do Canadá e que estava muito interessado em se mudar. Já marcou de me buscar no trabalho para irmos até nosso point favorito (Mercado da 74) pra tomar uma, petiscar, relaxar e falar sobre esse novo projeto de vida.

Quando começamos a falar sobre o assunto, percebi que ele estava realmente determinado. Me falou de algumas cidades, de moradia e do idioma mas, ainda não tinha ideia de como chegaríamos lá. Como tínhamos necessidade de estudar a língua, decidimos escolher por um programa de intercâmbio que oferecesse a possibilidade de estudo e trabalho pois, fazer uma mudança dessas e ficar sem trabalhar estava fora de cogitação. Ok, não tínhamos a mínima ideia se esse projeto mirabolante daria certo, era uma pequena possibilidade em um mar de incertezas mas, decidimos ali, naquela mesa de boteco, que levaríamos o projeto a diante. Partiu Canadá!!!!!!!


Aí, você que leu até aqui pensa: Brenda sua louca, você não disse que mora na Europa? Matou aula de geografia? O Canadá fica em outro continente!!! Eu sei, parece louco mas, a nossa história está apenas começando...


Até lá!

Brenda Modanêz  

... Continua no próximo episódio





A Brenda e o Alexandre são dois queridos amigos que partiram em busca de um sonho em terras irlandesas! Acompanhe a saga deste casal especial semanalmente, aqui no Rota! Aproveite e dê uma espiadinha no canal deles pelo You Tube, o Cork for Two