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sexta-feira, 28 de julho de 2017

O que aprender com a divulgação do caso Mutirama?


por Nathália Peres 

Desde a última quarta-feira (26/7) quando foi divulgado o acidente que ocorreu no Parque Mutirama, os veículos jornalísticos não param de falar sobre o assunto, e pior ainda, repetem a todo momento as imagens do referido caso. Creio que a atitude sensacionalista de determinados veículos, a maioria, causam um impacto muito grande na vida das crianças, adultos, idosos que presenciaram a cena, ou foram vítimas do acidente.

Mas minha intenção, com este post, não é ser sensacionalista e muito menos achar culpados para tal tragédia. Nem por isto sou indiferente ao sofrimento de quem esteve ali. Sim, os culpados devem ser punidos, e sim, as famílias devem receber um mínimo de apoio possível.

Venho, por este meio, levantar um grande questionamento para os jornalistas como um todo. Estamos realmente prestando um serviço de informação, ou só estamos fazemos mídia em cima de tantos acidentes, tragédias, casos de violência, mortes? Ao abrir um veículo de informação, não queremos “espremer dor e sangue” dali, queremos informações e não ver um relato quase que diário de tantos casos trágicos.

Ontem (27/7), ao assistir um determinado programa jornalístico no horário de almoço, fiquei PERPLEXA!! Por que levar uma criança ao vivo para o jornal e exibir o vídeo para ela e a mãe relembrarem todo sofrimento? É uma criança, só pelo acidente, ela já esta traumatizada, e é realmente necessário estender a dor que ela está sentindo por mais tempo, tudo em nome da AUDIÊNCIA?

Este ser que ronda a vida de qualquer jornalista, é maior que nosso código de ética? Que os princípios, aparentemente lindos na teoria, de imparcialidade, neutralidade, objetividade, veracidade? Enquanto jornalista, sei que a prática não condiz nenhum pouco com a teoria, mas o mínimo que podemos esperar de um profissional que lida constantemente com as diferentes realidades sociais é um pouco de humanidade.

Aproveitando o ensejo, para levantar outras reflexões, estamos realmente informando ou desinformando a população? O que a Demi e o Neymar serem visto em um determinado show afeta a nossa vida? Não sou contra um jornalismo descontraído, muito pelo contrário, é extremamente válido esta estratégia para chegarmos nas casas de tantas pessoas, mas se vamos realmente inovar, que seja com um mínimo de critério de noticiabilidade e, por favor, com mais ética profissional e respeito a vida. 

terça-feira, 20 de junho de 2017

Em curso na Câmara, reforma política pode aprofundar desigualdades

Discussão entra em fase decisiva, na qual serão deliberados o sistema eleitoral e o formato do financiamento das campanhas

Discussão sobre reforma política na Câmara

Enquanto os noticiários destacam as constantes denúncias de corrupção e a consequente crise institucional, política e econômica em que nosso País se encontra, a Câmara dos Deputados discute longe dos holofotes os rumos do sistema político brasileiro.
Fragmentação partidária, abuso do poder econômico, sub-representação de minorias sociais são apenas alguns dos aspectos nefastos do sistema atual e para os quais os legisladores devem buscar construir soluções.
Contudo, num processo em que próprios jogadores estabelecem as regras da partida que irão disputar, é fundamental que a sociedade esteja informada para que possa acompanhar e se posicionar em relação a esse processo.
Até o presente momento, a comissão da Reforma Política, na qual sou membro titular, já debateu e aprovou projetos de lei de incremento à democracia direta, como o que passa possibilitar a coleta de assinaturas eletrônicas para apresentação de projetos de iniciativa popular, e estabeleceu a unificação dos prazos de desincompatibilização.
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