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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Inscrições para 4ª Mostra de Cinema de Gostoso abrem dia 1º



Já pode anotar no caderninho: faltam três dias para a 4ª Mostra de Cinema de Gostoso abrir as inscrições. São Miguel do Gostoso (RN), cidade sede do evento, mandou avisar que os goianos não podem ficar de fora. Durante cinco dias, de 17 a 21 de novembro, uma tela de cinema será montada ao ar livre na Praia do Maceió, com projeção de resolução 2K. 

Também serão feitas sessões em ambientes fechados, que incluirão debates com personalidades, diretores e atores dos filmes, entre outros. O melhor longa e o melhor curta-metragem serão escolhidos pelo público para receber o Troféu Luis da Câmara Cascudo.

A mostra é realizada pela Heco Produções e pelo CDHEC – Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania e com o apoio do edital do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, incentivados pela Lei Rouanet. A curadoria coletiva é feita pelos 52 alunos dos cursos de formação técnica e audiovisual, o “Coletivo Nós do Audiovisual”, juntamente com a equipe da Heco Produções e direção geral de Eugenio Puppo e Matheus Sundfeld.

As inscrições vão até o dia 15 de setembro. e podem ser feitas aqui.

Para mais informações, acesse o site oficial do evento ou sua página no Facebook.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

UFG projeta abrigo humanizado para refugiados

Habitação de fácil montagem, baixo custo e adaptável a qualquer território pode ser utilizada em diversas situações de emergência





A realidade de quem é forçado a deixar sua casa e seu país por causa de guerras, perseguições e violações de direitos humanos ganha destaque nos noticiários todo dia 20 de junho, Dia Mundial do Refugiado. Uma data de problematização que também pode apresentar alternativas para amenizar o sofrimento dessas pessoas. Esse é o caso de uma proposta elaborada por estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Goiás (UFG), que projetaram o Abrigo Pivô, uma solução de habitação para casos de risco, com custo mais baixo do que o convencional e de fácil montagem.

O projeto utiliza placas de fibra de madeira (MDF) em sua estrutura, que recebem cortes estratégicos para mais de uma opção de encaixe e podem ser transformadas em paredes, colunas e móveis como mesas, bancos e camas. O abrigo tem janelas e portas pivotantes garantindo a ventilação ao ambiente. A parte superior da casa é coberta por lona e calhas galvanizadas que captam a água da chuva para armazenamento sustentável. O projeto conta ainda com uma área externa de integração e descanso, onde é possível estender um varal de roupas ou armar uma rede de balanço.


A proposta foi desenvolvida pelas alunas Laura Carvalho Santana, Lorena Passos Silva, Priscilla Freire da Silva, Sarah Domingos Batista e Talita Vianna de Assis, ao estudarem sobre como vivem as pessoas que perdem suas casas. Segundo elas, a situação, na maioria das vezes, é deplorável, sendo raros os abrigos em que há garantia de dignidade.

Assim, as estudantes se sentiram instigadas a propor algo humanizado, transportável, confortável, de fácil montagem/desmontagem, estável e constituído por materiais acessíveis quanto ao custo e à disponibilidade. Seguindo a mesma ideia, elas também projetaram espaços coletivos e elaboraram plantas referentes a um posto de saúde dividido em quatro consultórios; uma escola com capacidade para 24 pessoas; um refeitório com 48 lugares e um banheiro coletivo, com pias, sanitários e chuveiros.

Menção honrosa

Em meio a 150 projetos inscritos, o trabalho conquistou menção honrosa na 18ª edição de um prêmio do portal projetar.org. Para os professores da UFG, Christine Ramos Mahler e Braulio Romeiro, é necessário dar reconhecimento a ideias que busquem soluções para situações que fragilizam as condições de moradia da população mundial. “Seja em função das catástrofes ambientais, como o caso da cidade de Mariana, ou problemas sócio-políticos, como é o caso recente da alocação de refugiados em países europeus, em especial na Alemanha, o mundo precisa pensar em estratégias de abrigos temporários”, afirmou a docente.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Em curso na Câmara, reforma política pode aprofundar desigualdades

Discussão entra em fase decisiva, na qual serão deliberados o sistema eleitoral e o formato do financiamento das campanhas

Discussão sobre reforma política na Câmara

Enquanto os noticiários destacam as constantes denúncias de corrupção e a consequente crise institucional, política e econômica em que nosso País se encontra, a Câmara dos Deputados discute longe dos holofotes os rumos do sistema político brasileiro.
Fragmentação partidária, abuso do poder econômico, sub-representação de minorias sociais são apenas alguns dos aspectos nefastos do sistema atual e para os quais os legisladores devem buscar construir soluções.
Contudo, num processo em que próprios jogadores estabelecem as regras da partida que irão disputar, é fundamental que a sociedade esteja informada para que possa acompanhar e se posicionar em relação a esse processo.
Até o presente momento, a comissão da Reforma Política, na qual sou membro titular, já debateu e aprovou projetos de lei de incremento à democracia direta, como o que passa possibilitar a coleta de assinaturas eletrônicas para apresentação de projetos de iniciativa popular, e estabeleceu a unificação dos prazos de desincompatibilização.
Leia mais em Carta Capital

terça-feira, 13 de junho de 2017

Agro Centro-Oeste 2017 dá voz ao agricultor familiar

A agricultura familiar é desenvolvida através da gestão compartilhada pela família, sendo a atividade produtiva a principal fonte geradora de renda. A partir daí, o agricultor possui relacionamento particular com a terra, pois ela é seu lar e, ao mesmo tempo, local de trabalho. Em sua 15ª edição, a Agro Centro-Oeste Familiar 2017 aproximou o produtor do consumidor e empresas do ramo, além de promover a divulgação de estudos científicos, debates e palestras sobre a importância do tema para o país. As atividades da feira se concentraram nas dependências do Centro de Eventos da Universidade Federal de Goiás (UFG), no Campus Samambaia, de 7 a 10 de junho.
Ao longo da programação, o visitante teve acesso minicursos, mesas redondas, oficinas, palestras, workshops e rodas de conversa que abordaram toda uma gama de assuntos inseridos na temática da agricultura familiar, incluindo culinária com frutos do Cerrado, acidentes com animais peçonhentos, manejo sustentável, política agrícola para agricultores familiares, além do acesso aos programas e financiamentos destinados ao Primeiro Setor. O evento também abriu espaço para manifestações culturais, exposições acadêmicas e para a venda da produção oriunda das caravanas convidadas, provenientes de diversos municípios goianos. Dentre elas estavam cooperativas, assentamentos e comunidades quilombolas.

Caravanas

A Associação Quilombola de Professor Jamil – Comunidade Boa Nova, presidida por Luzia Cristina do Carmo, abriga cerca de 100 famílias e, na feira, expôs sua produção de artesanato, com destaque para as tecelagens de macramê (fios tecidos a mão). Líder e militante ativa, Luzia explicou que a associação, criada graças ao incentivo do Pronatec, possibilita que as mulheres quilombolas ganhem sua independência financeira, através da capacitação trazida pelos vários cursos ofertados. Atuando nas melhorias sociais constantes da comunidade, ela contou com orgulho, como conseguiu erradicar a prostituição na região. "Antes as moças ficavam na rodovia que corta a cidade, hoje estão todas em salas de aula".A intenção de Luzia é promover, ainda mais, a cultura do local, por meio de atividades como rádio comunitária, por exemplo.

A 40 km de Professor Jamil e 88 km de Goiânia, o município de Piracanjuba abriga a Associação Quilombola Ana Laura, que também expôs telas, doces e tiaras produzidas pelas mulheres da comunidade. A presidente Lucy Helena Roza contou que a associação foi fundada há quatro anos e comentou a importância da agricultura familiar, além da própria existência da associação para as 150 famílias cadastradas. Famílias estas que, inclusive, recebem apoio de projetos de extensão da Faculdade de Nutrição (Fanut) e Escola de Agronomia (EA). Por meio de cursos de capacitação, reuniões mensais e oficinas, homens, mulheres e jovens tornam-se, também, independentes economicamente.

Lucy, no entanto, ressalta que a vida na comunidade não são apenas flores. Artista plástica autodidata, a mulher conta que enfrenta vários obstáculos no cotidiano. No momento, por exemplo, está passando por dificuldades relacionadas a um terreno cedido pela gestão municipal anterior que não é reconhecido pela atual. “O prefeito é meu amigo de infância, simplesmente, argumenta que não foi ele quem cedeu a área, portanto, não é responsabilidade dele manter”, conta. O local dá espaço para uma plantação de milho feita pela comunidade. Segundo Lucy, o prefeito pretende vende-lo para uma construtora. “Ele fala que o terreno é do IBAMA, que nega, então, pedimos ajuda ao INCRA para tentar resolver essa situação”, detalha a líder.  
As cooperativas presentes também votam a favor desse tipo de evento como ferramenta de divulgação da agricultura familiar. A Cooper Agro, de Niquelândia, reúne 180 famílias, incluindo assentamentos da região e, para a feira, levou licores, quitandas e doces de produção própria. Cirino Vicente Ferreira, presidente da cooperativa, disse que a adesão aos itens é tão grande que chegou ao exterior. "Estamos exportando nossos licores para países como Espanha, França e Estados Unidos", comemorou. As atividades da Cooper Agro, no entanto, não se limitam à produção, mas também a cursos de Agroflorestas (consórcios de culturas agrícolas em espécies arbóreas utilizadas para restaurar florestas).
Assentamentos levaram, em massa, seus produtos para a Agro Centro-Oeste, indicando a atividade da agricultura como importante fonte de renda para as famílias. Sediado em Formosa, o Dom Tomaz de Aquino conquistou os visitantes com geleias de pimenta, rapaduras de sabores inusitados, pimentas, conservas, doces e especiarias. Junior, um dos assentados, explicou que a produção partiu da iniciativa das mulheres da comunidade, em face das dificuldades enfrentadas em razão da falta de estrutura do assentamento. Associada à plantação de hortas orgânicas, a venda dos produtos representa a subsistência das famílias. 
Isso porque, de acordo com Junior, não tiveram outra escolha. O Dom Tomaz de Aquino pertencia a um grupo de assentados alocados em Corumbá de Goiás. Lá, as famílias gozavam de boa estrutura, incluindo rádios comunitárias desenvolvidas com o auxílio de alunos e professores da Faculdade de Informação de Comunicação da Universidade Federal de Goiás (FIC/Ufg). Porém, cedendo a pressões externas, o Governo Federal transferiu parte do assentamento para uma região de Formosa, sob o regime de comodato com um fazendeiro. No entanto, o proprietário não recebeu dinheiro algum por parte do Governo e os assentados, transferidos para lá há três anos, não têm estrutura alguma. “Sem reconhecimento e legalização, não conseguimos crédito para desenvolver a terra, então, o que nos resta são nossas hortas orgânicas e os produtos alimentícios que as companheiras vendem”, revela o rapaz.

Serviços

A difusão do conhecimento foi uma das premissas da Agro Centro-Oeste Familiar. Além das diversas atividades cientificas, palestras e mesas-redondas, o visitante teve acesso à assistência social, máquinas agrícolas, serviços e projetos. Divididos em tendas, os espaços abrigaram produtos úteis ao produtor, bem como aqueles que são fabricados de maneira sustentável. Como exemplo, os itens que têm o bambu como matéria-prima, com destaque para a Ecobike, bicicleta construída com o material, além das mesas de cultivo que utilizam a hidroponia, sistema de plantio caracterizado por substituir a terra por água, com o auxílio do bombeamento por pequenos motores.

No espaço da Fazendinha, o público teve contato com animais típicos do meio rural (vacas, galinhas e patos), grupos de pesquisa das unidades acadêmicas da UFG e projetos apoiados pela prefeitura de Goiânia, como a Horta Escolar – Laboratório a Céu Aberto. Manifestações culturais abriram caminho, representados por apresentações de congadas, Folias de Reis, corais e grupos de dança infantis. Para quem não conhecia, a receita do tradicional empadão goiano foi transmitida de modo diferente, em forma de canção, pelo Coral Canta Criança, da Escola Municipal Pedro Ciríaco de Oliveira.




Créditos das imagens: Carlos Siqueira (Ascom UFG)

quarta-feira, 31 de maio de 2017

UEG promove II Encontro de Mulheres Rurais




A Universidade Estadual de Goiás (UEG) vai promover o II Encontro das Mulheres Rurais no próximo dia 8 de junho, durante a realização do Agro Centro-Oeste Familiar 2017. A professora Divina Aparecida Leonel, assessora executiva da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Estadual de Goiás (PrG|UEG) e docente do Mestrado do Câmpus Anápolis será responsável por conduzir as discussões, juntamente com a professora Paula Chagas, assessora de Programas e Projetos da Pró-reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis (PrE) e docente do Câmpus Morrinhos.

O encontro tem como objetivo discutir o papel das mulheres no crescimento e fortalecimento da agricultura familiar. Com o tema “Experiências das Mulheres Rurais”, o encontro irá promover o diálogo e a troca de experiências entre trabalhadoras rurais. “É um espaço em que as mulheres terão possibilidade de falar e ouvir sobre a realidade umas das outras. E assim promover o intercâmbio de conhecimento e iniciativas”, analisa a professora Divina.

O Encontro é resultado dos trabalhos desenvolvidos pelo Núcleo de Extensão em Desenvolvimento Territorial do Sudoeste, que promove pesquisas e projetos de extensão no campo com o objetivo de superar as desigualdades e exclusões decorrentes do modelo de produção econômica.

Leia mais em Portal Goiás Agora

Técnicas garantem alimentação do gado em períodos de seca


Projeto da Escola de Veterinária e Zootecnia propõe a conservação do capim


Todo ano é a mesma história: mal começa o período de seca em Goiás e os produtores já se preocupam com a alimentação do rebanho. Pensando nisso, a Universidade Federal de Goiás (UFG) investe esforços no desenvolvimento de alternativas eficientes para o pasto prejudicado pela falta de chuvas. O Grupo de Estudos em Forragicultura (Gefor) da Escola de Veterinária e Zootecnia (EVZ) faz parte dessa iniciativa. Os pesquisadores já realizaram um série de testes para garantir a conservação de plantas forrageiras na forma de silagem e tem tido sucesso. Essas plantas, conhecidas popularmente como capim, são indispensáveis à dieta dos ruminantes.
O Grupo já analisou as melhores formas de garantir a qualidade do alimento, seja na forma in natura ou conservada, e relacionou a forma de produção com o padrão de seus derivados, como o leite. Segundo o professor Thiago Carvalho da Silva, coordenador do Gefor, já foram plantadas 50 espécies de gramíneas para treinamentos. A matéria-prima é utilizada na produção da silagem utilizada na alimentação do rebanho leiteiro da Fazenda Escola da EVZ.

Oportunidade
Quem tem interesse em aprender as técnica de produção de silagem terá a oportunidade de participar de curso prático ministrado pelo professor Thiago Carvalho da Silva, nesta quarta-feira (31/05). A capacitação ocorrerá durante a programação da Semana Acadêmica de Veterinária e Zootecnia, que promove diversas atividades sobre o cenário atual da área. O evento ocorre na EVZ, Câmpus Samambaia.


Fonte: ASCOM UFG

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Chacina em Redenção (PA) deixa pelo menos 10 posseiros mortos

Conforme informações preliminares, dez posseiros – sendo 9 homens e 1 mulher – foram assassinados durante uma ação de reintegração de posse de um acampamento situado na Fazenda Santa Lúcia, no município de Pau d’arco, no Sudeste do estado do Pará. A reintegração era realizada pelas Polícias Civil e Militar de Redenção.






As dez vítimas foram mortas na manhã desta quarta-feira, 24 de maio, durante o cumprimento de uma ação de reintegração de posse determinada pelo juiz da Vara Agrária de Redenção. Ainda segundo informações iniciais, o magistrado determinou que essa ordem fosse cumprida por policiais militares e civis. O juiz não se atentou para as orientações que constam na Cartilha da Ouvidoria Agrária Nacional e nas diretrizes do Tribunal de Justiça, que determinam que esse tipo de ação seja realizada por Batalhão da Polícia Militar especializado nestas situações.
Equipe da Polícia Federal (PF) está se deslocando para a área onde ocorreu o conflito para verificar se há mais pessoas mortas ou feridas.
Segundo veículos de comunicação da região, os corpos dos posseiros foram levados, inicialmente, para o necrotério do Hospital Municipal de Redenção, posteriormente devem ser transferidos para o Instituto Médico Legal (IML) do município de Marabá.
A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou, há pouco mais de um mês, o seu relatório anual, Conflitos no Campo Brasil 2016, em que destacou os 61 assassinatos ocorridos no ano passado, o maior número já registrado desde 2003. E a violência não dá trégua em 2017. Até o momento, já são 26 pessoas assassinadas em conflitos no campo brasileiro – as mortes ocorridas hoje em Redenção ainda não constam nesta relação. E no último dia 19, completou-se um mês da Chacina de Colniza, no Mato Grosso, quando 9 trabalhadores rurais foram brutalmente assassinados por um grupo de homens encapuzados.
Histórico de conflito
No segundo semestre do ano passado, no dia 21 de outubro, durante reunião da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, realizada na sede do INCRA, em Marabá (PA), o coordenador do Acampamento Nova Vida, Ronaldo da Silva Santos, informou que as 150 famílias acampadas desejavam que o imóvel fosse destinado para a Reforma Agrária. As famílias estavam acampadas na área desde 18 de maio de 2015.
O então Superintendente Regional do INCRA em Marabá, Claudeck Alves Ferreira, assumiu compromisso com Ronaldo de se reunir com o proprietário da fazenda e negociar sua destinação à Reforma Agrária. Porém, segundo Ferreira, a área não poderia ser desapropriada enquanto estivesse ocupada.
Na época, participaram desta reunião, o então Ouvidor Agrário Nacional e Presidente da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, desembargador Gercino José da Silva Filho; Aílson Silveira Machado, representante da Secretaria de Direitos Humanos do Ministério da Justiça e Cidadania; Representantes regionais do INCRA; Representante da Polícia Militar de Marabá; e coordenadores da Federação Estadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Pará (FETRAF – PARÁ).


Fonte: Comissão Pastoral da Terra (CPT)

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Projeto da UFG incentiva empréstimos literários sem burocracia

Iniciativa trabalha a democratização do acesso à obras literárias associada à responsabilidade pela coisa pública




Não somente o incentivo à leitura mas, também, à mudança de atitude. Esse é o objetivo central da Estante Solidária, projeto desenvolvido na Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (FE/Ufg). Idealizado a partir da observação de iniciativas presentes nos pontos de ônibus de Brasília, Campo Grande e Porto Alegre, o plano foi colocado em prática em outubro de 2016 e disponibiliza exemplares de diversos assuntos por meio da troca.


Orientado pelo professor Adão Peixoto, o projeto consiste em uma estante instalada no hall de entrada da FE, dispondo de títulos dos mais variados temas, disponíveis para a comunidade interna e externa. Para o empréstimo, não é exigido que o interessado forneça dados pessoais ou se associe, sendo necessário, apenas, que retire o exemplar, anote o título no caderno de registros e o devolva ao finalizar a leitura.


Adão ministra a disciplina de Filosofia da Educação e cita o filósofo francês Michel Foucault para explicar a essência do projeto. “Vivemos em uma comunidade baseada na vigilância e punição, o que precisa mudar. É necessário construir uma sociedade onde exista a confiança, e não penalidades”, define ele. As estantes foram feitas no Centro de Gestão do Espaço Físico (Cegef) e o acervo vai sendo construído mediante doações de alunos e professores.



Planos

Mesmo com tão pouco tempo na ativa, o projeto tem adesão consistente por parte de docentes e estudantes, tanto da FE quanto por aqueles que frequentam ou lecionam disciplinas de outras unidades. O orientador não pretende limitar o projeto às estantes planejando, também, melhorar o espaço ocupado pelas estantes e promover eventos. “Pretendemos dar mais conforto à quem procura a Estante, além de trazer grupos de leitura e discussão”, explica o professor.


Serviço:
Assunto: Estante Solidária
Datas: 2a a 6a feira
Horários: 8h a 17h
Local: Faculdade de Educação – Rua 235, Setor Universitário