sexta-feira, 28 de julho de 2017

Inscrições para 4ª Mostra de Cinema de Gostoso abrem dia 1º



Já pode anotar no caderninho: faltam três dias para a 4ª Mostra de Cinema de Gostoso abrir as inscrições. São Miguel do Gostoso (RN), cidade sede do evento, mandou avisar que os goianos não podem ficar de fora. Durante cinco dias, de 17 a 21 de novembro, uma tela de cinema será montada ao ar livre na Praia do Maceió, com projeção de resolução 2K. 

Também serão feitas sessões em ambientes fechados, que incluirão debates com personalidades, diretores e atores dos filmes, entre outros. O melhor longa e o melhor curta-metragem serão escolhidos pelo público para receber o Troféu Luis da Câmara Cascudo.

A mostra é realizada pela Heco Produções e pelo CDHEC – Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania e com o apoio do edital do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, incentivados pela Lei Rouanet. A curadoria coletiva é feita pelos 52 alunos dos cursos de formação técnica e audiovisual, o “Coletivo Nós do Audiovisual”, juntamente com a equipe da Heco Produções e direção geral de Eugenio Puppo e Matheus Sundfeld.

As inscrições vão até o dia 15 de setembro. e podem ser feitas aqui.

Para mais informações, acesse o site oficial do evento ou sua página no Facebook.

O que aprender com a divulgação do caso Mutirama?


por Nathália Peres 

Desde a última quarta-feira (26/7) quando foi divulgado o acidente que ocorreu no Parque Mutirama, os veículos jornalísticos não param de falar sobre o assunto, e pior ainda, repetem a todo momento as imagens do referido caso. Creio que a atitude sensacionalista de determinados veículos, a maioria, causam um impacto muito grande na vida das crianças, adultos, idosos que presenciaram a cena, ou foram vítimas do acidente.

Mas minha intenção, com este post, não é ser sensacionalista e muito menos achar culpados para tal tragédia. Nem por isto sou indiferente ao sofrimento de quem esteve ali. Sim, os culpados devem ser punidos, e sim, as famílias devem receber um mínimo de apoio possível.

Venho, por este meio, levantar um grande questionamento para os jornalistas como um todo. Estamos realmente prestando um serviço de informação, ou só estamos fazemos mídia em cima de tantos acidentes, tragédias, casos de violência, mortes? Ao abrir um veículo de informação, não queremos “espremer dor e sangue” dali, queremos informações e não ver um relato quase que diário de tantos casos trágicos.

Ontem (27/7), ao assistir um determinado programa jornalístico no horário de almoço, fiquei PERPLEXA!! Por que levar uma criança ao vivo para o jornal e exibir o vídeo para ela e a mãe relembrarem todo sofrimento? É uma criança, só pelo acidente, ela já esta traumatizada, e é realmente necessário estender a dor que ela está sentindo por mais tempo, tudo em nome da AUDIÊNCIA?

Este ser que ronda a vida de qualquer jornalista, é maior que nosso código de ética? Que os princípios, aparentemente lindos na teoria, de imparcialidade, neutralidade, objetividade, veracidade? Enquanto jornalista, sei que a prática não condiz nenhum pouco com a teoria, mas o mínimo que podemos esperar de um profissional que lida constantemente com as diferentes realidades sociais é um pouco de humanidade.

Aproveitando o ensejo, para levantar outras reflexões, estamos realmente informando ou desinformando a população? O que a Demi e o Neymar serem visto em um determinado show afeta a nossa vida? Não sou contra um jornalismo descontraído, muito pelo contrário, é extremamente válido esta estratégia para chegarmos nas casas de tantas pessoas, mas se vamos realmente inovar, que seja com um mínimo de critério de noticiabilidade e, por favor, com mais ética profissional e respeito a vida. 

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Som do Prazer: Estudo da UFG aponta que o volume alto libera endorfina no corpo dos amantes do Rock

Foto: Reprodução/ Internet

Se na sua playlist não podem faltar nomes como Led Zeppelin, Elvis Presley, Ozzy Osbourne, Guns N’ Roses, AC/DC, Iron Maiden, Kiss, Motörhead, Rolling Stones, Pink Floyd, Beatles, Jimmy Hendrix, Nirvana, Creedence Clearwater Revival, Red Hot Chilli Peppers, entre tantos outros... bingo! Você é louco por rock!!! O dia do estilo musical é comemorado oficialmente nesta quinta-feira (13).
Considerado um dos estilos musicais mais populares de todos os tempos, o rock surgiu na década de 1950, em plena Guerra Fria, se transformando no maior símbolo de rebeldia, protesto e combate a qualquer tipo de tradicionalismo, fascinando adultos e jovens de todo o planeta. O professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Wolney Unes, explica que o rock and roll tem forte influência dos Estados Unidos, por meio do blues.
“O rock surgiu a partir da música do sul dos Estados Unidos, da música negra, pois naquela época, naquele país, havia essa diferença entre coisas de brancos e de negros. Então o rock seria uma derivação da música negra do sul estadunidense. Na Segunda Guerra Mundial encontrou grande campo para se desenvolver. É um estilo de vida”, ressalta.
O estilo do rock foi consagrado até mesmo na dramaturgia, com atores como James Dean, cujos personagens costumavam aparecer nas telas com jaquetas de couro, penteado vistoso, irreverência.
Uma pesquisa feita pela UFG, elaborada com o objetivo de entender a popularidade do rock, trata das sensações auditivas e conexões cerebrais causadas em quem ouve o estilo. O estudo, que foi orientado por Unes, é o resultado da tese de mestrado do aluno da Escola de Música e Artes Cênicas (EMAC) da universidade, Rodrigo Invernizzi. O trabalho mostra que o prazer que os fãs sentem ao ouvir uma canção de rock estaria associado à intensidade do volume.
“O gênio foi associado à irreverência, o lado social, à juventude. No entanto, fisiologicamente, nós identificamos essa característica da amplificação eletrônica a altos volumes e isso tem uma influência no sistema cognitivo. Quando se fica submetido a altos volumes acima de 100 decibéis, isso desencadeia uma reação biológica. É uma reação muscular que provoca liberação de endorfina e dopamina que são, justamente, os hormônios do prazer”, explica Unes.
O dia 13 de julho foi escolhido em homenagem ao Live Aid, megaevento realizado em 1985, em que mais de 100 mil pessoas acompanharam os shows realizados nos Estados Unidos, Austrália, Rússia e Japão. A celebração é uma referência a um desejo expressado pelo cantor britânico Phil Collins, participante do evento, que gostaria que aquele fosse considerado o "Dia Mundial do Rock".